Pastor Osiel Gomes faz forte crítica à influência da política nas igrejas: “A igreja está sendo destruída”
- valdivannascimento
- há 52 minutos
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Durante um culto de doutrina, o líder da Assembleia de Deus declarou que o caráter bíblico é superior a ideologias.

O pastor Osiel Gomes, uma das principais lideranças da Assembleia de Deus no Maranhão e presidente da AD Tirirical, protagonizou um forte discurso durante um culto de ensino voltado para obreiros da igreja.
Em uma fala marcada por críticas contundentes, o líder religioso demonstrou preocupação com os impactos da polarização política dentro das congregações evangélicas e condenou o que chamou de “mercantilização” do altar por parte de líderes que mantêm vínculos políticos em troca de benefícios.
Críticas à divisão política nas igrejas
Durante a mensagem, Osiel Gomes afirmou que o embate entre direita e esquerda tem causado divisões e enfraquecido o ambiente espiritual nas igrejas. Segundo ele, posicionamento político não pode estar acima do caráter cristão.
“Às vezes a pessoa se diz de direita, mas mente, trai e não tem compromisso com Deus. Outros se dizem de esquerda e também vivem sem temor”, declarou o pastor.
O líder destacou que o verdadeiro testemunho cristão deve ser baseado em princípios bíblicos, honestidade, compromisso familiar e respeito ao próximo, e não apenas em ideologias políticas.
Independência em relação à política
Outro ponto que chamou atenção foi a declaração sobre sua postura diante de autoridades públicas. O pastor revelou que, ao longo de 14 anos à frente do ministério, nunca solicitou emendas parlamentares, cargos políticos ou favores pessoais para familiares e obreiros.
Segundo Osiel Gomes, essa independência garante liberdade para pregar suas convicções sem interferência política.
“Recebemos as autoridades com respeito, mas aqui ninguém faz política em altar nem pede voto para ninguém”, afirmou.
Valores e posicionamento
Apesar de defender neutralidade partidária dentro da igreja, o pastor reafirmou posições conservadoras em temas como aborto e legalização das drogas. Ao mesmo tempo, ele também criticou políticos que se apresentam como cristãos, mas, segundo ele, não demonstram coerência em sua vida pessoal e familiar.
A declaração repercutiu entre fiéis e lideranças religiosas, reacendendo o debate sobre a relação entre igreja, política e valores cristãos no Brasil.






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